Por enquanto, esse Série 7 é para poucos, já que não é vendido em nenhuma autorizada. A BMW cede os 100 automóveis produzidos para “formadores de opinião” americanos e europeus, como artistas, políticos, ambientalistas e jornalistas. “Este carro serve para mostrar que a tecnologia está madura e precisa ser considerada pelos homens que fazem as leis, já que o hidrogênio veio para ficar”, disse à QUATRO RODAS Norbert Reithofer, presidente do conselho de administração da BMW, durante o Salão de Genebra. “No momento não existem normas para disciplinar sua produção e distribuição. Mas provar que um automóvel como este funciona tecnicamente já é um passo importante para torná-lo uma solução realista.”
Este BMW usa o mesmo V12 do 760i, só que, devido às alterações para queimar o hidrogênio líquido, ele só gera 260 cv, quase metade dos 445 cv originais. O torque também caiu: de 61,2 para 39,7 mkgf. Para piorar, o tanque adicional, a suspensão reforçada e outras modificações somam mais 290 kg ao veículo. Assim, seu desempenho não é de impressionar: de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos, contra 5,6 do original. Mas na estrada ele deslancha: quando chego ao trecho sem limite de velocidade, o velocímetro bate nos 230 km/h, sua velocidade máxima de fábrica – o 760i de série fica em 250 km/h, limitado eletronicamente.
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